terça-feira, 11 de março de 2014

ALGUMAS COISAS SOBRE: GALÁXIAS E AGLOMERADOS

Por: Tainá Fragoso

No início do século 20, acreditava-se que a Terra e o Sistema Solar faziam parte de um grande sistema estelar, que foi denominado Via Láctea. Porém, dúvidas começaram a aparecer em relação às dimensões desse sistema e do próprio Universo.

No ano de 1916, um astrônomo americano (Harlow Shapley) mediu a Via Láctea e obteve um valor muito maior do que imaginava, isso fez com que Shapley acreditasse num Universo unigaláctico, ou seja, que o Universo possuía somente uma galáxia. Mas outros cientistas da época defendiam a teoria de que havia inúmeras galáxias espalhadas pelo Cosmo, cada uma como uma grande ilha. Então, outro astrônomo também americano, Edwin Hubble, com uso do telescópio Hooker (o maior telescópio da época) em Monte Wilson, Califórnia, provou que sim! O Universo era repleto de galáxias como a nossa Via Láctea e também diferentes dela.

Shapley e Hubble

Usando como referência a luminosidade e a magnitude aparente (brilho medido da Terra) de estrelas cefeidas (geralmente gigantes amarelas), Hubble conseguiu calcular a distância das estrelas e da galáxia de Andrômeda, provando que elas estavam fora da Via Láctea. Em 1924 já se sabia que havia várias galáxias em todas as direções do espaço, o que hoje os cientistas acreditam ser ao menos 125 bilhões.

Essa pequena introdução nos leva agora a conhecer os tipos de galáxias classificadas pelo homem, e também um pouco mais sobre os aglomerados.

Galáxia de Andrômeda

Uma galáxia é formada por sistemas de estrelas e grandes quantidades de gás e poeira interestelares, que se mantém juntos pela ação da gravidade e podem conter muitos milhares de estrelas. Podem ter dimensões que variam de menos a mais de 1 milhão de anos luz (distância que luz percorre em um ano, cerca de 9,46 trilhões de km). Hubble criou um sistema de classificação que se baseava na forma e composição dessas estruturas e que ainda é usado atualmente com algumas mudanças. Foram identificadas galáxias com formas espirais, espirais barradas, elípticas e lenticulares, assim como galáxias irregulares que não possuem nenhuma estrutura.
                
Nessa época, a Via Láctea havia sido classificada com espiral normal, mas hoje sabemos que ela é espiral barrada, com diâmetro de 100 mil e espessura de quatro mil anos luz, que contém entre 200 a 500 bilhões de estrelas. Observe a imagem abaixo que retrata o Diagrama de Hubble, onde o astrônomo representou as formas que podem ter uma galáxia de forma clara e objetiva.


A classificação se inicia nas elípticas e abre nas espirais normais (em cima) e espirais barradas (em baixo). 

A Via Láctea.
Ao longo do século 20, os astrônomos começaram a utilizar telescópios que detectavam diferentes comprimentos de onda, o que ajudou na descoberta de outros tipos de galáxias. A primeira foi detectada por sua emissão em rádio e ficou conhecida como radiogaláxia, a Cygnus A em 1939. Em seguida, outras foram sendo descobertas, como a Seyferts (1943), quasares (1963) e blazares (1978). Essas novas estruturas, incluindo as radiogaláxias formam um grupo denominado galáxias ativas, pois a energia que emitem é maior do que a produzida pelas suas estrelas. Teoricamente, a fonte dessa energia é a matéria que cai dento de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia.

Voltando a Shapley... Em 1930, observando chapas fotográficas do céu mais profundo, obtidas com grande angular, o astrônomo percebeu que em certas áreas havia mais galáxias do que em outras. Hoje sabemos que isso acontece porque as galáxias não estão simplesmente soltas no espaço, algumas delas se unem e formam aglomerados.

A Via Láctea, por exemplo, está contida em um pequeno aglomerado, que recebe o nome de grupo.

O Grupo Local, como é chamado nosso aglomerado, tem mais de 40 galáxias e está localizado em uma região que se estende por cerca de 10 milhões de anos luz. E há os aglomerados ricos, que podem conter milhares de galáxias dentro de um pequeno volume.

Grupo Local de Galáxias

Para finalizar. Temos conhecimento dos superaglomerados, mas os cientistas se perguntaram como é possível a união de tantas galáxias no espaço e as respostas vieram de mais um astrônomo americano, George Abell. Abell classificou cerca de quatro mil aglomerados de galáxias e idealizou a forma como elas eram unidas através de planos ou filamentos separados por espaço “vazio”.

E assim chegamos a mais uma evolução no conhecimento humano, uma prova real de que nós seres humano somos importantes de tal forma para alguma coisa, aprender! Observe as imagens abaixo:   
Superaglomerado de galáxias
Está é uma representação de um superaglomerado de galáxias. São tantas as galáxias, que formam uma grande estrutura em filamentos unidos em que não conseguimos ver uma galáxia individual.


Acima, a foto considerada a mais importante tirada por um instrumento humano. A imagem foi capturada pelo telescópio espacial Hubble, que ficou focando um único e pequeno ponto que parecia vazio no espaço e conseguiu fazer essa imagem fascinante, que por capturar uma imagem tão longínqua ficou conhecida como Ultra Depp Field. Mostrando nossa inferioridade em relação ao Cosmo, cada pontinho nessa imagem representa UMA galáxia ou um aglomerado, contendo cada uma delas centenas de bilhões de estrelas!

Pausa para reflexão...


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